quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Revista Educação Inclusiva -Vol. 1 . n.º 2 - novembro 2010




Revista da Pró-Inclusão: 
Associação Nacional de Docentes de Educação Especial
Vol. 1 . n.º 2 - novembro 2010



Capa e ilustrações, gentilmente cedidas por João Granadeiro Cortesão, a quem muito agradecemos o seu contributo generoso contribuindo para o prestígio da nossa revista.


Breve excerto do Editorial:


" (...) Trabalhar em Educação Especial exige o desenvolvimento de um sentido crítico na busca permanente de um melhor desempenho profissional. "

Por: Jorge Humberto 
Direção da Pró- Inclusão - ANDEE
Diretor da Revista “Educação Inclusiva”

Sumário da Revista

04 Sérgio Niza

ARTIGO: "A formação da cidadania democrática e a República"

10 Joaquim Melro e Margarida César

ARTIGO: "Inclusão e Necessidades Especiais: o que significa ser professor de Educação Especial na era da Inclusão"

18 Ana Simões e Teresa Brandão

ARTIGO: "Os objetivos definidos nos planos individualizados de apoio à família refletem uma intervenção centrada na família?" 

24 José Morgado

OPINIÃO: "Educação Inclusiva - é preciso insistir"


26 David Rodrigues

OPINIÃO: "A crise e a Educação (Inclusiva)"


28 Nelson Santos

RECENSÃO: "Uma pedagogia da interdependência"

29 Leonor Brito

RECENSÃO: "A utilidade da CIF em Educação: um estudo exploratório"

Páginas Centrais -  Dossier Temático: A DID - Dificuldade Inteletual e Desenvolvimental na Atualidade

Revista Educação Inclusiva -Vol. 1 . n.º 1 - julho 2010



Revista da Pró-Inclusão: 
Associação Nacional de Docentes de Educação Especial
Vol. 1 . n.º 1 - julho 2010



Capa e ilustrações gentilmente cedidas por João Granadeiro Cortesão a quem muito agradecemos o seu contributo generoso contribuindo para o prestígio da nossa revista.


Breve excerto do Editorial:


"(...) Tem pois a nossa associação uma missão e uma pertinência". 

Por: David  Rodrigues
Presidente da Pró- Inclusão - ANDEE

Breve excerto do Editorial:

" (...) Esta é uma revista profissional, por isso científica e aberta á investigação, mas também às práticas, ao debate e à opinião. Torna-se redundante explicar porque se chama "Educação Inclusiva"."


Por: Jorge Humberto 
Direção da Pró- Inclusão - ANDEE
Diretor da Revista “Educação Inclusiva”

Sumário da Revista

04 David Rodrigues

ENTREVISTA

08 Lani Florian

ARTIGO: "Inclusão e Necessidades Especiais: o que significa ser professor de Educação Especial na era da Inclusão"

15 Philippe Perrenoud

ARTIGO: "Não existe inclusão eficaz sem diferenciação pedagógica nas turmas regulares" 

20 Maria Manuela Matos e Carlos Januário

ARTIGO: "Diferenciação Curricular: Uma abordagem das práticas de intervenção educativa no 2.º ciclo básico"

29 Francisco Ramos Leitão

OPINIÃO: "Alguns Paradoxos da Educação Especial"


32 Ana Maria Benard da Costa

OPINIÃO: "O legado de Lou Brown"


34 Olga Sá

RECENSÃO: "Programa de Promoção Cognitiva"


Páginas Centrais -  Dossier Temático: 1.º Congresso Internacional da Pró-Inclusão

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A melhor idade por José Pacheco



Sempre as mesmas inúteis discussões. Sempre as mesmas abstrações. Quando se refere a palavra "aluno", de que aluno (em concreto) estaremos a falar? Do João? Da Maria? De nenhum... A melhor idade é a idade de cada qual.
Pensei que estivessem usando a expressão para (cruelmente) designar aquilo que, até há bem pouco tempo, designava, em linguagem pura e dura, a "terceira idade". Enganei-me. Em qualquer debate, a pergunta insistente passou a ser: "Qual a melhor idade para aprender a ler? Os 6, ou os 7 anos?"

Talvez ainda sejam organizados congressos para se encontrar resposta para uma pergunta que aporta um pressuposto - o de que todos deverão fazer o mesmo, aprender o mesmo, no mesmo momento: "Qual é a melhor idade para aprender a ler?" Perguntas sem sentido, pois conheço crianças de 4 anos aptas para a alfabetização e jovens de 10 anos sem condições para aprender a ler.

Sempre as mesmas inúteis discussões. Sempre as mesmas abstrações. Quando se refere a palavra "aluno", de que aluno (em concreto) estaremos a falar? Do João? Da Maria? De nenhum... A melhor idade é a idade de cada qual.

O processo de letramento é um processo de inclusão. Aprender a ler é desejo e esforço. A linguagem é produção social. E não pode ser ensinada como se todos fossem um só. A linguagem é aprendida socialmente, nas interações verbais, como nos avisam Baktin e Freire. Ao ensinar a ler como se todos fossem um só, a escola não promove o uso da leitura e da escrita como meio de comunicar e de assumir a cidadania.

Quando uma professora quis ensinar a letra fê, recorreu a uma daquelas frases de antologia, que só traduzem desprezo pela inteligência e criatividade da infância. Leu para toda a turma, ao mesmo tempo, do mesmo modo: "A mãe afia a faca."

"A Fia sou eu! - exclamou uma aluna.

"Não é nada disso, Jéssica! Eu disse afia! Afia é como... amola. Percebeste?"

"A mola?" - perguntou a aluna, com cara de nada entender.

"Sim. Amola! Já vi que compreendeste!" - concluiu a mestra.

Por este fonético equívoco e por outros é que alguém já disse que a linguagem é font_tage de mal-entendidos. Quando visitava uma escola, perguntei a um pequenito: "Estás a ler essa revista?"

"Não. Eu estou só vendo e cortando. Não estou lendo!"

Sábio moço! Tinha consciência de que cortar de uma revista palavras "que tivessem o ca e o co", como mandara fazer a professora, não era o mesmo que ler. Nunca lera Boff, mas sabia que cada leitor e cada escritor é coautor, que cada leitor lê e relê com os olhos que tem, porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita.

O que está nos Planos Curriculares não logrou entrar na maioria das salas de aula. Uma pesquisa recente diz-nos que metade dos professores nem sequer leu o que lá está escrito. Talvez por isso, se deixem influenciar por quem quer rever um documento que nunca passou à prática. Talvez por isso, se deixem envolver em debates estéreis como os que visam definir "qual é a melhor idade para começar o fundamental".

Talvez por isso, os cursos remediativos de alfabetização de adultos cresçam exponencialmente. Já adultos, os alunos sabem porque querem aprender a ler: "Eu vim aprender a ler, para poder ler os bilhetes que estão nos bolsos do casaco do meu marido". Mas também os mais pequenos nos podem dar lições de pedagogia. Como a Luciana: "Ler é saber em silêncio."

Apesar das evidências, sei que os professores não são desistentes: "Os nossos alunos, na sua grande maioria, repudiam a escola, querem fugir dela. A nossa escola sufoca, não desenvolve a cidadania, mas nós acreditamos numa outra escola, e vamos lutar para que ela exista."
 
José Pacheco - 18/02/2013
 
in: Educare

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Seminário“Nós e os Laços"

 
Vai decorrer o Seminário“Nós e os Laços” promovido pela Associação Nacional de Docentes de Educação Especial e pela Universidade Católica Portuguesa - Viseu.

O evento irá realizar-se no dia 9 de março de 2013, na Universidade Católica Portuguesa - Viseu.

O Seminário contará com a presença, entre outros, do Prof. Doutor David Rodrigues, Prof. Doutor Afonso Baptista, Dr. Joaquim Colôa, Dr.ª Ana Rosa Trindade e Dr.ª Sofia Ferreira, que nas conferências e diferentes mesas abordarão as seguintes temáticas: “Temas e problemas da Educação Inclusiva” e “Transição para a Vida Pós Escolar: Que Realidade? Que Perspetivas?”.

Pode consultar aqui o PROGRAMA

Foi preocupação da Comissão Organizadora promover um evento que fosse ao encontro dos interesses e motivações de todos aqueles, que por uma razão ou outra, se encontram ligados à Educação Especial e Inclusiva, sejam docentes, famílias ou profissionais na área.

Esperamos que se junte a nós para tornar este evento memorável.

Contamos consigo!

O Preço das inscrições é o seguinte:

5 euros Sócios da PIN - ANDEE / Estudantes e 10 euros não sócios da PIN-ANDEE;


Data Limite de inscrição: 2 de março de 2013

Para se inscrever basta carregar neste link: Ficha de Inscrição